domingo, 30 de junho de 2013

 Para mais informações sobre o projeto capoeira no CAC - dúvidas e sugestões - clique na aba correspondente acima.

Primeira edição - julho/13

Primeiro convidado: Prof. Zoinho - Academia João Pequeno de Pastinha - CECA- Salvador /BA.

Rodas e vivências com mestres e professores convidados todo mês, no CAC - Centro de Artes e Comunicação da UFPE .

Roda - Hall do CAC (12hs:30min às14hs) - aberta ao público.
"Jogo aberto": práticas e vivências - Sala de Dança (14hs:30min às 16hs:30min)

Inscrições para o "jogo aberto":  enviar e-mail solicitando ficha de inscrição para capoeiranocac@gmail.com  

domingo, 9 de junho de 2013

Feito de nós mesmos

Feito de nós mesmos é o compartilhar de investigações, experimentos e sentidos elaborados no projeto de pesquisa: Interfaces para a improvisação: investigações sobre a dança e a capoeira Angola. Nesta obra, a pesquisa sobre dança e a capoeira abre espaço para a investigação de processos metafóricos que poeticamente criam imagens. Imagens que foram e continuam sendo ressignificadas em nosso processo.
                                  

                           












                













"Feito de nós mesmos, consumiu-me, criou invasões, implosões, desaguares, desaguamentos, trouxe cruzamentos de desejos, entremeio de espaços...lugares emprestados..." (Gabriela Santana).

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

FEITO DE NÓS MESMOS - ESTADO TRANSITÓRIO


 Fotos: Breno César
Findamos em nov/dez de 2012, o projeto Investigações sobre a capoeira Angola e a dança: Dispositivos para a improvisação em tempo real. Sistematizamos relatórios, práticas, pensamentos e ao longo do projeto, apresentamos cinco experimentos cênicos, em cinco diferentes contextos, sendo estes:
-Seminário Nacional de Dança-educação (mar/2012) - Recife-PE;
-Seminário Dança Teatro e Educação (maio/2012) - Fortaleza-CE;
-Homenagem ao Mestre Pastinha - CECA/AJPP (abril/2012) Salvador-PE;
-Semana de Música 2012/UFPE (nov/2012) - Recife-PE;
-Parque Dona Lindu (nov/2012) - Recife-PE;
Com o experimento apresentado em março, no Teatro Apollo - Recife/PE, entendi que parte de nossos modos de fazer improvisação se adequavam a outros espaços-tempos; assim, experimentamos mais esses espaços-tempos e com isso, começamos a performar em ambientes variados, como praias, pontes, praças, ruas e prédios. A partir daí, coletamos memórias, registros, e necessidades individuais para laboratórios de criação.
De sete criadores passamos para cinco que ainda insistem em olhar mais de perto possibilidades de "interfacear" capoeira e dança.
Disso tudo nasce  Feito de nós mesmos, que é  título provisório, aliás, sinto ele quase definitivo, da obra em montagem, e porque não dizer, de uma etapa que procede um ano e meio de investigações coletivas sobre como a capoeira pode fomentar um pensamento contemporâneo em dança para pensar a improvisação como modo compositivo.
Percebo a montagem deste espetáculo como necessidade de compartilhamento de idéias, necessidade de espaços individuais de nosso fazer coletivo que se esgarçaram durante a pesquisa... fazer meu, de Tiago, de Thaynã, de Carol e de Gabrielle.
Nesse processo, o mote da pesquisa - improvisação -, é sutilizado por encontros e roteiros compositivos que fixam sentidos para nós mesmos, mas que se apresentam como janelas temporárias de nossas questões poéticas e políticas sobre a capoeira e a dança.
A improvisação acontece neste processo-produto, como possibilidade de reforçar imagens nossas,  sensoriais e metáforicas. Por isso, arriscamos neste momento, fixar sentidos e propor leituras que se afinam as nossas sensações sobre a pesquisa.
Para mim, Feito de nós mesmos é estado transitório de propósitos que se concluem e que ao mesmo passo se bifurcam em mais e mais possibilidades de se firmar enquanto pesquisa artística.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

ACONTECEU!




         Desde julho, muitas experiências pessoais e coletivas deste grupo vem tomando forma, reajustando e modelando em forma de  dança e corpo, uma série de ações.                 

OUTUBRO
 
No mês de outubro, o projeto recebeu um dos professores responsáveis pelo Centro de Capoeira Angola - CECA/ Acadêmia de João Pequeno de Pastinha (Salvador -BA).                                                                    
Discípulo direto de João Pequeno de Pastinha, professor Zoinho, além de estar por uma semana conosco aqui em Recife, de 03 à 07, também intercambiou seus conhecimentos com outros dois espaços de capoeira, sendo um a Escola de Capoeira Perna Pesada e ainda o Ponto de Cultura São Salomão, ministrando oficinas para grupo e interessados.                                   

 Apesar de considerar que nossas ações sejam estas artísticas ou pedagógicas, realizadas dentro do projeto Dispositivos para a Improvisação em Tempo Real, findam neste mês de novembro, considero que a presença de Zoinho, no mês passado, fechou simbolicamente um primeiro ciclo de ações deste projeto com a capoeira Angola, dando sentidos a outras várias ações que transitaram, no período de oito meses, entre a capoeira, a dança e a improvisação. Ao mesmo passo, abriu novas perspectivas para nós, reforçando a necessidade de outras ações que estreitem a relação deste grupo com a capoeira Angola em sua pluralidade, seja esta baiana, pernambucana ou do mundo! 

Iê volta do mundo, iê que o mundo dá...  traduz o processo que me distância e me aproxima o tempo todo da capoeira. Depois de oito meses intensivos de pesquisa neste terreno, dando voltas e criando paralelos com o universo da dança contemporânea, a troca constante com Zoinho só reafirma que por mais dança que exista nessa pesquisa,  a baliza do pensamento desta pesquisa em dança é a capoeira, que como dizia  Mestre Pastinha, é "tudo que a boca come".

Sua vinda foi uma ação realizada pelo Dança mais eu, ou seja, por nós mesmos, recurso material e fonte inesgotável de trabalho.

Setembro


Em setembro, foram dois artigos comunicados no II Seminário Interseções: Corpo e Memória - Recife - PE.
 
A memória na e para a construção de Dramaturgias Corporais, escrito por mim, reúne reflexões teóricas sobre laboratórios em dança desenvolvidos a partir da investigação de memórias e imagens pessoais que alimentam formas peculiares de criar dramaturgias corporais.                            
O artigo nasce da experiência prática de um corpo sensível ao ambiente e relaciona-se com conceitos teóricos propostos pelo neurocientista português António Damásio (2010) tais como: estados de corpo, imagem e a noção do eu autobiográfico na construção da memória.                                                
 Já o artigo escrito coletivamente por Thaynã, Tiago, Gabrielle, Samara tem como título: Cada pessoa, cada memória um processo: Pesquisa interfaces para a improvisação - Investigações sobre a dança e a capoeira Angola. Nele são apresentados a abordagem de corpo, os objetivos e a natureza dos procedimentos desenvolvidos nesta pesquisa que utiliza a  improvisação tanto como recurso para criação, como procedimento compositivo. Além de apresentar como as memórias e singularidades dos mesmos são inseridas na referida pesquisa e como estas contribuem nas investigações sobre a improvisação, a criação e questões políticas do fazer dança.

O evento foi extremamente rico, trazendo uma diversidade de assuntos e para mim, dentre trocas, bate-papos e reflexões, algumas inquietações já latentes em mim, pareceram não tão mais solitárias. Pude escutar e conversar sobre como a dançarinos de hoje, de uma dança atual e revisitada, mas ainda tão parecida com a de ontem, relacionam-se com a cultura popular...desafios...